Como a perda auditiva contribui para o declínio cognitivo?

A perda auditiva exige que o indivíduo se esforce mais para compreender a fala. A partir disso, a tensão gerada é forte e acaba interferindo na capacidade de cognição.

Essa conclusão foi estudada recentemente por um médico americano, com base em estudos realizados em adultos com e sem níveis de dificuldade auditiva.

A perda cognitiva e a surdez

Uma gama de exames foi aplicada nesses pacientes e identificou naqueles com perda auditiva, a redução de mais de um centímetro cúbico na massa cerebral devido à tensão.

A parte mais afetada do cérebro foi aquela responsável por processar som e fala. Essa atrofia também alcançou regiões que desempenham papéis importantes na memória e na percepção sensorial.

Desse modo, a soma desses fatores pode levar a paralisação gradual das funções cerebrais e, ainda, causar depressão, ansiedade e outros problemas de cunho psicológico.

Quem pode ser atingido por esse declínio?

Idosos com deficiência auditiva são os mais atingidos pelo declínio cognitivo. Pesquisas apontam que as habilidades relacionadas à cognição caem de 30 a 40% mais rápido, do que aqueles que não têm nenhuma alteração auditiva.

O prejuízo é significativo: as capacidades são diminuídas cerca de 2 ou 3 anos mais rápido do que quem tem uma audição normal.

Por este motivo, a perda auditiva a partir dos 60 anos não pode ser considerada apenas um fator comum do envelhecimento.

Ela pode levar a consequências ainda mais sérias, que exijam providências ligeiras para que ele não perca seu interesse pelo convívio social e consiga manter sua qualidade de vida.

Como tratar a perda cognitiva por surdez?

O tratamento é feito através das sessões de estimulação cognitiva, que pretendem preservar ou melhorar o desempenho ou as funções cognitivas das pessoas, como sejam a memória, a atenção, o raciocínio, a capacidade de resolução de problemas, entre outras.

Gostou desta informação? Então confira também nosso artigo sobre o porque a audição é importante para a fala.

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